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Adalberto Campos Fernandes elogia escolha de Pizarro: “Talvez tenha liberdade de pensar pela sua própria cabeça”

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Adalberto Campos Fernandes elogia escolha de Pizarro: "Talvez tenha liberdade de pensar pela sua própria cabeça"

Para Adalberto Campos Fernandes a escolha de Manuel Pizarro para substituir Marta Temido na tutela da Saúde , confirmada esta sexta-feira, é um sinal de “esperança” para o Serviço Nacional de Saúde.

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Ao PÚBLICO, o ex-ministro revela que Manuel Pizarro era um dos seus dois favoritos. “As minhas preferências eram o Fernando Araújo [que foi secretário de Estado adjunto de Adalberto Campos Fernandes], com um perfil mais técnico e menos político e Manuel Pizarro“, afirma. Para o antecessor de Marta Temido, Manuel Pizarro, mais político, seria a alternativa a Fernando Araújo que faria mais sentido. “Manuel Pizarro é também ele médico e curiosamente oriundo do Hospital São João e da mesma geração que Fernando Araújo”, começa por assinalar. Por ter sido secretário de Estado entre 2008 e 2011, Pizarro tem o que Adalberto Campos Fernandes diz ser “essencial para exercer um cargo desta complexidade”.

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O ex-governante elogia a “maturidade, a experiência e currículo”, mas também as “provas dadas e conhecimento profundo do sector” e “uma capacidade de liderar”. Para Campos Fernandes, a escolha do socialista “abre uma janela de esperança” para o sector da Saúde. Acredito que podemos recuperar algo e aquecer ou reaquecer os motores e atacar os problemas do Serviço Nacional de Saúde, que são muitos e que não serão resolvidos de um dia para o outro”, considerou.

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Adalberto Campos Fernandes justificou que não se tratava de “um contentamento pessoal ou de natureza política”, até porque “um ministro não governa para eleitores, mas para um país todo”. Sem dizer o nome da ex-ministra, Marta Temido, Adalberto Campos Fernandes afirmou que o país e o sector não podem ter “soluções precárias”. “O que o Manuel Pizarro repõe é um capital de experiência e provas dadas”.

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Quanto às prioridades para o novo ministro, Adalberto Campos Fernandes afirma que será preciso “olhar de maneira diferente para o Serviço Nacional de Saúde”. “Talvez Manuel Pizarro tenha a liberdade de pensar pela sua cabeça e não estar fortemente condicionado por grupos ou partes interessadas, mas até de pessoas que se apropriaram do pensamento político e ideológico do SNS e que nos mais recentes anos tiveram uma influência prejudicial, alimentando uma narrativa ideológica pesada como se tivéssemos em 1979″, declarou

O ex-ministro da Saúde defendeu a importância de “colaborar com todos os agentes e valorizar todos os profissionais de saúde” do sector e acredita que por Manuel Pizarro ser médico de profissão terá “uma compreensão sempre diferente dos problemas de saúde”

Adalberto Campos Fernandes recorda a posição de Manuel Pizarro sobre a criação de uma direcção executiva para o SNS, “que parece ser uma nova Administração Central do Sistema de Saúde, pelo que vimos do regulamento”. “Há um sinal de que Pizarro conhece bem o sector e isso é um sinal de que percebe as dificuldades do sistema e que isto não se resolve com invenções legislativas, sem fazer o trabalho de casa”, acrescentou. “Terá muito trabalho pela frente e cá estaremos para ajudar”, concluiu